Anúncio de emprego para mulher ‘submissa’ gera polêmica

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Os critérios exigidos para interessadas em ocupar vaga de serviços gerais em empresas de Cuiabá chamou a atenção. Entre as exigências, a candidata deve ter mais de 40 anos, ser competente e, ainda, submissa. Foi o que apareceu no anúncio de uma agência de empregos que procura candidatas a duas vagas de serviços gerais no Centro da capital e na região do Coxipó.

Em entrevista à TV Centro América, o recrutador explica, por telefone, o que seria essa submissão.

“Geralmente são pessoas que não gostam de receber ordem. Ela pede para fazer uma coisa e a pessoa não quer, entendeu? Questão das ordens ela pede que seja submissa ao patrão. Saber que tem alguém acima dela, que comanda”.

A advogada Gisela Cardoso afirma que a relação de trabalho já existe e já implica subordinação. “Temos um anúncio que restringe a vaga a mulheres e idade de 40 anos, o que já está errado, porque representa uma prática discriminatória”, explicou.

Funcionário postou mensagem pedindo perdão (Foto: Reprodução/ TVCA)Funcionário postou mensagem pedindo perdão
(Foto: Reprodução/ TVCA)

A agência fica em um prédio no Centro da capital. Os responsáveis não quiseram gravar entrevista.

A forma que a empresa encontrou para reparar o erro foi postar uma mensagem na rede social. Quem fez a postagem foi um funcionário da agência. Na mensagem, ele pede perdão.

“Venho através deste pedir perdão pelo mal entendido, quanto a uma postagem que fiz relacionada a uma vaga de serviços gerais (…) Creio que interpretaram de modo errado. Não quis submeter ninguém à escravidão”, diz parte da postagem.

Para uma analista de Recursos Humanos, a empresa errou novamente ao deixar que o funcionário se manifestasse e que quem deveria ter se desculpado oficialmente era a empresa.

“Nenhum anúncio de uma empresa deve ser feito sem passar pela validação de um gestor. O gestor que deve ser responsável por validar se a informação está dentro do que se deseja e o que busca do profissional. E jamais pode ter nenhum tipo de discriminação”, disse a especialista em RH, Silvana Gomes.

Fonte: G1

 

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