Grandes mistérios – O Triângulo das Bermudas


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Numa extensão de mar entre as Bermudas, Porto Rico e Miami, encontra-se o famoso Triângulo das Bermudas. Diz-se que aqui os instrumentos de bordo tendem a avariar, e que aviões e barcos estão sujeitos a desaparecer misteriosamente.
Há quem fale de interferências de outros mundos, enquanto outros atribuem os desaparecimentos a uma irregularidade no campo magnético da Terra. Cerca de 1000 aviadores, marinheiros e passageiros de mais de 100 aviões e navios diferentes terão desaparecido no Triângulo das Bermudas. Estarão forças paranormais por detrás da fama deste notável caminho marítimo..

O “TRIÂNGULO DAS BERMUDAS” BASE SECRETA DOS ÓVNIS ???O inventor da expressão «Triângulo das Bermudas» é Vincent H. Gaddis, escritor e investigador de fama mundial que muito cedo se especializou nos fenómenos inexplicados, misteriosos, insólitos ou desconhecidos. Ele é autor de numerosos livros, entre os quais Invisible Horizons, publicado nos Estados Unidos em 1965. Nessa obra, o autor consagra um capítulo inteiro ao Triângulo das Bermudas, empregando assim, pela segunda vez, uma expressão forjada por ele em 1964 para um artigo publicado na revista Argosy. Ele fundou, em 1965, a Society for the Investigation of the Unexplained (Sociedade para a Investigação do Inexplicado) e escreveu livros que tratam, precisamente, de fenómenos esquisitos e misteriosos.

Invisible Residents é um desses livros, talvez o mais célebre do seu autor, que nele expõe uma teoria particularmente original. Segundo ele, seres inteligentes viveriam há milénios sob a superfície dos lagos, dos mares e dos oceanos do nosso globo, e é aí, escondido sob toneladas de água, onde ninguém pensaria em ir procurá-lo, que residiria o segredo dos objectos voadores e aquáticos não identificados. Sanderson tinha portanto dado provas de uma certa clarividência ao incluir nos fenómenos registados em Invisible Residents os desaparecimentos ocorridos na zona do Triângulo.

Mas o seu mérito não fica por aí. No termo de longas e minuciosas investigações – a que tinha estado muito estreitamente ligado Vincent H. Gaddis -, Sanderson tinha notado, por um lado, que o termo «Triângulo» não convinha nada para designar a zona em que se tinham registado tantos desaparecimentos no Atlântico Norte e, por outro lado, que existiam mais onze regiões semelhantes na superfície do globo, todas situadas a igual distância umas das outras.(…) Actualmente, quase toda a gente ouviu falar, com efeito, do mar do Diabo, no Japão, ou do mar da Tasmânia, ao largo da costa sudeste da Austrália, para só citar duas das regiões do globo mais célebres, onde se produzem imensos fenómenos insólitos.

Eu penso que Ivan T. Sanderson e os membros da Society for the Investigation of the Unexplained fizeram uma descoberta capital ao revelarem ao grande público a existência dessas regiões «malditas», mas creio também que lhes faltou tempo – em particular no que respeita a Ivan T. Sanderson – para levarem mais longe ainda as suas investigações e se aperceberem de que essas zonas não deviam ser postas em pé de igualdade.

A região vulgarmente chamada Triângulo das Bermudas é e continua a ser teatro de um grande número de desaparecimentos e «aparecimentos» insólitos, sem qualquer paralelo com tudo o que se pode encontrar em qualquer outra parte do globo.
E tudo se passa, afinal de contas, como se as outras zonas misteriosas do planeta fossem por qualquer forma, dela dependentes.

O DEEP SEE

Em Junho de 1991, o barco de pesquisa subaquático Deep See andava em busca de vestígios dos galeões espanhóis afundados ao largo da costa de Miami, mas em vez disso, os instrumentos de alta tecnologia detectaram cinco bombardeiros da segunda guerra Mundial alinhados no fundo do mar. Um dos aviões tinha o mesmo numero de série do líder do voo 19, um infortunado esquadrão de bombardeiros que descolara ás 15:15 de 5 de Dezembro de 1945 e que nunca mais regressara à base.

A excitada tripulação do Deep See esperava encontrar tesouros e não resolver um dos mistérios do triângulo das bermudas.Nesse dia fatídico, o voo 19, constituído por cinco aviões TBM (Torpedo Bomber Medium), completou com sucesso um exercício de rotina à volta das ilhas Bimini e devia regressar à base em Fort Lauderdale, na Florida. Nunca o fez e as buscas de cinco dias foram infrutíferas. Muitos investigadores pensam que os aviões e os seus ocupastes foram vitimas das estranhas forças ali existentes.
O Cyclops um navio de carga norte americano desapareceu sem deixar rasto numa viagem rumo às Índias Ocidentais, em 1918. Mais tarde, em 1963 foi a vez do cargueiro Marine Sulphur Queen que também desapareceu sem deixar rasto, em 1973 o navio de mercadorias Anila desaparece com 32 passageiros a bordo, 1963 dois cruzadores novos da Força Aérea dos EUA desaparecem a 300 milhas para sudoeste das Bahamas.Se examinados minuciosamente e pacientemente, os desaparecimentos do Triangulo das Bermudas não foram particularmente misteriosos.

Podemos explicar a maior parte das tragédias com base em más condições atmosféricas e em falhas técnicas e humanas, sem ter de recorrer a fenómenos sobrenaturais. Até mesmo a frequência dos acidentes é normal.
De facto, como disse o escritor Arthur C. Clarke: «É um considerável tributo à guarda costeira que haja tão poucos desaparecimentos nesta movimentada zona, se pensarmos na quantidade de marinheiros amadores e pilotos de fim de semana que se aventuram pelos céus e mares, sem qualquer formação adequada».

 

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